• Patrícia e Rafaela

CINEMA NACIONAL na Netflix

Atualizado: Mai 30

As indicações de hoje giram em torno das produções cinematográficos feitas em nosso país, sim, no Brasil. Vamos de cinema nacional?!


Separamos alguns filmes, séries e documentário como indicação para assistir nesses dias.

É importante olharmos para nós, é importante valorizar e dar visibilidade para o tanto de conteúdo bom e relevante que existe feito aqui, do nosso lado.


Filme - Aquarius


Aqui temos um filme intenso do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”), em que sua protagonista, Clara (Sonia Braga), é uma jornalista aposentada que vive no velho edifício Aquarius em Recife, vemos então, uma briga entre a personagem e a imobiliária.

No entanto, o longa-metragem é muito mais do que o tema principal, já que aborda inúmeros sub-temas! Traz uma linha de ordem social e política em seu roteiro, envelhecimento, feminilidade e patrimônio histórico em frente a modernidade presente. É maravilhoso!

Série - Sintonia


Original Netflix, a série brasileira conta a história de três melhores amigos que cresceram juntos em uma comunidade em São Paulo, Doni, Rita e Nando. Por meio dos personagens explora temas como tráfico de drogas, religião e música, mais precisamente o funk. É uma série que fala sobre sonhos, amizade e cumplicidade em meio ao caos e adversidades da vida. Traz sob uma perspectiva nova em olhar de dentro para fora os problemas vividos na comunidade. Vale a pena!

Filme - Cinema, aspirinas e urubus


Filme de Marcelo Gomes premiado no Festival do Rio, Mostra de Cinema de São Paulo e homenageado com o troféu do Sistema Educacional Francês durante sua passagem pelo Festival de Cannes! Narra a história de uma alemão Johann (Peter Ketnath) que chega ao Brasil e passa a vender aspirina no sertão nordestino para os moradores locais. Em seu caminho, conhece o andarilho Ranulpho (João Miguel), e ambos começam uma jornada juntos até que a Segunda Guerra Mundial chega! Uma história muito bem construída e dois atores excelentes.

Documentário - Democracia em vertigem


O documentário da diretora Petra Costa aborda de forma íntima (narrado em primeira pessoa pela diretora) aborda a polarização política no Brasil desde o mandato de Luís Inácio Lula da Silva até o atual governo de Jair Bolsonaro. É um documentário política que fala sobre política em conjunto com a história de vida da diretora. E aqui um adendo bem grande, concorreu na categoria de Melhor Documentário no Oscar em 2020 representando o brasil como o único produto nacional no prêmio.

Filme - O filme da minha vida


Adaptação da obra “Um pai de cinema” do escritor chileno Antônio Skármeta. O longa de 2017, foi dirigido por Selton Mello, após o elogiadíssimo O palhaço”, escrito por Mello em parceria com Marcelo Vindicato e fotografado belissimamente por Walter Carvalho que imprime a quantidade certa de nostalgia e romantismo.

Ambientado na serra gaúcha em 1963, apresenta a história de Tony Terranova (Johnny Massaro), um professor de francês apaixonado por livros e filmes, que lida diariamente com os conflitos de seus alunos e sente a falta do pai ausente que abandonou a família para retornar à França, sua terra natal. Tudo muda quando verdades sobre seu pai começa a vir a tona.

Um filme um pouco parado, mas carregado de poesia, capaz de evocar sentimentos profundos por meio de personagens muito bem construídos.

Filme - Hoje eu quero voltar sozinho


Adaptação do premiado curta metragem, “Eu não quero voltar sozinho”, de 2010, o longa, assim como seu antecessor, foi escrito e dirigido por Daniel Ribeiro e lançado em 2014.

Vencedor do prêmio de Melhor Filme - Prêmio do público e Melhor filme - ficção no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, também, foi vencedor dos prêmios FIPRESCI e Teddy Awards (tido como um dos principais prêmios pela comunidade LGBT) no Festival de Berlim em 2014.

Com certa ingenuidade, o diretor nos apresenta os dilemas na vida de Leonardo (Ghilherme Lobo) um garoto cego que cansado do protecionismo de seus pais e do bullying na escola começa a pensar em realizar intercâmbio. Muito próximo de sua melhor amiga Giovana (Tess Amorim), sua vida começa a mudar com a chegada do novo aluno Gabriel (Fábio Audi).

Um filme muito belo, que em alguns aspectos lembra “Me chame pelo seu nome”. Com grande sensibilidade e um pouco de ingenuidade, o filme retrata uma linda história de amor, descoberta e aceitação.

Série - Irmandade


Mais uma série brasileira original Netflix, onde busca mostrar o surgimento do crime organizado em uma cadeia nos anos 90, em São Paulo. Seu Jorge, protagoniza o personagem Edson, condenado desde cedo por um crime!

A vida dentro da cadeia o fez criar uma facção para lutar contra a opressão dos administradores do presídio. Essa série definitivamente vale a atenção internacional, bem como, consegue consegue dialogar com os brasileiros. Recomendadíssima! :)

É de todo o coração que salientamos, é preciso olhar e valorizar o que é nosso. Principalmente, quando se trata de conteúdo BOM P. C. disso, temos de sobre aqui!


O cinema nacional está cada vez melhor e amplo para os públicos.


Beijos, Patrícia e Rafaela L.

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