• Patrícia e Rafaela

COLUNA OLHAR LOCAL #1: Curitiba efervescente

Atualizado: Jul 22

Hoje damos início a coluna: Olhar Local. Ela surge com a necessidade de falarmos e trazermos conteúdos sobre o cinema curitibano e paranaense. Pare pra pensar, você já assistiu algum filme de Diretxr de Curitiba? ou até mesmo gravado aqui? é bem provável que sua resposta seja não, ou até, “assisti só 1”. Nisso, te falo, tem muita coisa boa sendo produzida aqui, temos muitos cineastas talentosos e a capital dos pinheiros serve de “palco” para muitos longa-metragens.


Para esse primeiro texto o papo vai ser por meio de um olhar geral, trazendo obras antigas e citando alguns “personagens” aí do universo cinematográfico local. Talvez você já tenha ouvido falar, talvez não, mas é inegável o fato de que Curitiba serviu e serve de cenário para muitas histórias ficcionais e documentários.


Imagens de uma cidade viva é vista em preto e branco, ao mesmo tempo que passa o grande Zeppelin, imagens do balão dirigível são vistas do chão, e ainda, imagens da cidade e de sua história. Foi em 1936 que João Baptista Groff produziu o curta-metragem documentário “Zeppelin em Curitiba”, um super registro tanto de cinema, quanto da cidade. Produzir e criar é muito bom, mas melhor ainda é ter um local para guardar e resguardar esse acervo histórico, na Cinemateca Brasileira, por exemplo, você encontra a obra, assim como “O Dia do Paraná” de 1931 que mostra à data da emancipação política do estado e festividades locais, “Miss Paraná” de 1928, todos do mesmo cineasta!



Seguindo essa linha histórica temos também o cineasta Annibal Requião que produziu muito por aqui. “Pannorama de Curityba” de 1909 e “Carnaval de Curityba” de 1910, são obras que dizem muito sobre a cidade, a visão do cineasta e retrata bem o período datado.


Assim como a Cinemateca Brasileira, temos a Fundação Cultural de Curitiba e Cinemateca de Curitiba, onde é possível encontrar boa parte do acervo cinematográfico que temos, fora os que foram perdidos e queimados com o tempo.


Chegando agora na década de 90, um dos filmes considerado uma grande obra que deve e merece ser vista é “Vamos Junto Comer Defunto” do cineasta Elói Pires Ferreira que traz a história de moradores locais de um bairro de 1965, e aí, acontece um falecimento e eles param as atividade para ir ao enterro. Outro filme do mesmo cineasta, é o famoso “Curitiba Zero Grau” de 2010, vencedor do prêmio no Cinesul Festival Latino-Americano de Cinema e Vídeo na categoria do público! Essa é obrigação assistir, hein.



No ano passado tivemos o prazer de assistir e acompanhar a divulgação do curta metragem de Tulio Viaro (dirigido e roteirizado), “Clube da Insônia”, são 25 minutos que giram em torno da história de 3 homens que esperam um casebre se fechar para roubar, mas nesse meio tempo conversam e refletem sobre a vida. Curta que traz fotografia de Carlos Ebert, um dos nomes mais reconhecidos nacionalmente, principalmente por seu trabalho em “O Bandido da Luz Vermelha” de 1968. Já no estilo do Dogma 95 em que não existe muita preocupação em trazermos conteúdo e roteiro convencional, temos “Das Cinzas, o Escorpião” de Estevan Silveira e Tiomkim.


Outro aspecto que precisamos falar aqui já que faz parte do universo cinematográfico e criações culturais de Curitiba, é o festival internacional Olhar de Cinema, este ano estaria em sua 9ª edição, é promovido pela produtora Grafo Audiovisual, e serve de iniciativa para visibilidade de conteúdos interessantes e extremamente bem feitos em várias categorias. Ano passado tive o prazer de fazer a cobertura do 8º Olhar de Cinema e me impressionei com o tamanho do festival, bem como com a quantidade de longas, curtas e documentários EXCEPCIONAIS! Falar de cinema em Curitiba e não citar o Olhar, seria um ultraje.


Ainda sobre a Grafo Audiovisual, produtora do filme “Ferrugem” do nordestino radicado em Curitiba, Aly Muritiba, dentre outros filmes premiados que merecem e devem ser assistidos. Mais precisamente sobre Muritiba, vencedor de muitos prêmios com seus longas, como por exemplo “Para Minha Amada Morta” seu primeiro filme foi o mais premiado em 2015 no Festival de Brasília. Além desses dois filmes, temos: “A Gente”, “Tarântula”, “Pátio”, “A Origem da Inspiração”, “Circular”, “A Fábrica”, “Jesus Kid” e “Nóis por Nóis”. Opção de cinema feito em, ou a partir de Curitiba, é o que não falta!

Se tem um filme nacional que eu AMO, inclusive temos crítica dele aqui no blog, é “Estômago” do diretor Marcos Jorge, em que Curitiba foi o cenário desse longa-metragem!


Com essa visão histórica e nomes/trabalhos recentes, ressalto que Curitiba é um dos polos efervescente de cultura, principalmente se tratando de audiovisual. Bora valorizar e acompanhar? estamos na torcida aqui para que ano que vem, 2021, tenhamos o festival Olhar de Cinema, a nossa presença, com certeza, está confirmada.


Vamos lá, quem faltou citar aqui? qual produto audiovisual? são muitos! Aceitamos contribuições :)


Um beijo


Patrícia L.



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