• Patrícia e Rafaela

OSCAR 2020: Parasita

Atualizado: Mai 30

Com um título que nos remete a ideia de algo no mínimo desagradável, Parasita, novo filme do diretor Bong Joon-ho, explora uma gama de sentimentos - risada, tensão, desconforto, nojo e indignação - para nos contar uma história sobre desigualdade social que passa longe do lugar comum.


Filme coreano, cinema conhecido por seus filmes assustadores de suspense e reconhecido pela crítica especializada por obras densas e relevantes. Indicado ao Oscar 2020 em 6 categorias incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Filme Estrangeira, sendo favorito nesta última categoria.


Narra a história da família Kim, em sua luta pela sobrevivência. É legal quando nos primeiros minutos somos ambientados na situação desesperadora de vida da família, que desesperadamente busca sinal de wi-fi “emprestado” do estabelecimento de cima, seguido da maratona para dobrar caixas de pizzas a fim de receber alguma remuneração.

A situação drástica começa a mudar quando o filho mais velho se torna tutor de Da-hye, jovem de família rica e pouco a pouco a família Kim substitui os funcionários da família Park.


E aqui não cabe maniqueísmos de demonizar a falta de ética da familía Kim ou a riqueza da família Park, a construção dos personagens é tão rica, que conseguimos discordar das ações dos nossos personagens dúbios e ao mesmo tempo se solidarizar com seus problemas.


Visualmente o filme nos traz o contraste do belo com a linda arquitetura da casa da família Park, e ao mesmo tempo a angústia do pequeno porão da família Kim, especialmente nas cenas finais que não posso relatar sob pena de estragar a surpresa, que sim, é um importante fator para a experiência de assistir “Parasita”.


E se de um lado os acontecimentos do final do filme, para as pessoas que não acompanharam a vida dos personagens envolvidos, pode parecer um ato desmedido, desproporcional e sem sentido (como noticiado nos jornais, em uma cena do filme riquíssima para se pensar os dias de hoje), para quem acompanhou a vida daquelas pessoas, é completamente compreensível e, deixa claro para nós espectadores, que até mesmo o título do filme, é completamente dúbio.


O filme denuncia a incapacidade de empatia. Quando não entendemos as ações do outro e as condenamos de pronto, especialmente quando existe diferença de classe social, agimos de forma maniqueísta pela incapacidade de enxergar a vida pela ótica do outro.


Um filme para quebrar paradigmas, Parasita, é de fato um dos melhores filmes do ano.


Beijos, Rafaela L,


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