• Patrícia e Rafaela

SUGESTÃO DA SEMANA #9: Ex Machina

A obra de ficção científica do estreante diretor Alex Garland, já conhecido por seus roteiros inteligentes e bem construídos, fato que repetiu em Ex Machina, é estrelada por Domhnall Gleeson, Alicia Vikander e Oscar Isaac, e venceu o prêmio de Melhores Efeitos Visuais no Oscar de 2016, tendo sido indicada também, ao prêmio de Melhor Roteiro Original.

A premissa em si é simples, Nathan (Oscar Isaac), um cientista bilionário um tanto quanto ambíguo, oferece uma promoção a um de seus funcionários Caleb (Domhnall Gleeson). A promoção consiste em realizar o teste de Turing (a capacidade de uma máquina estabelecer sentimentos humanos) em uma robô, AVA (Alicia Vikander), na casa de Nathan. Caleb questiona que o fato de saber que ela é uma robô já compromete a sua capacidade de avaliar a inteligência artificial porém, Nathan informa que deseja testar as relações que possam se estabelecer.


O roteiro é de fato sensacional, com reviravoltas interessantes, uma história bem construída que não subestima o espectador, mas especialmente, com diálogos relevantes acerca de questões muito atuais sobre relacionamento, tecnologia e ética. Com design de produção que privilegia um espaço minimalista, funcional e sóbrio, que assim, como os efeitos visuais, servem a construção da narrativa, o diretor consegue construir uma atmosfera angustiante e ao mesmo tempo intrigante.


E grande parte do sucesso do filme se deve as atuações. Domhnall Gleeson entrega uma atuação sólida e equilibrada, que conecta o espectador a seu personagem. Oscar Isaac, certamente o que desempenhou o personagem de forma mais expansiva, é sensacional ao criar a dualidade e ambiguidade do excêntrico cientista. Mas a verdade é que o coração da obra é Alicia Vikander, a sutileza com que consegue transitar entre a ausência de sentimentos para construir pequenos gestos que sugerem o contrário é brilhante. E, apesar de em 2016, a atriz ter vencido o Oscar, Globo de Ouro e Critic’s Choice Awards na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em A garota dinamarquesa, a atriz com certeza, merecia o prêmio pelo seu trabalho em Ex Machina.


Esse com certeza é um daqueles filmes que nos mostram o porquê ficção científica é um dos melhores gêneros. A capacidade de utilizar elementos científicos, às vezes próximos, às vezes distantes, para criar mundos ficcionais e a partir deles discutir questões extremamente atuais e urgentes é sensacional e, talvez, Ex Machina seja um dos melhores exemplares desse feito na última década. Para quem se interessou o longa encontra-se disponível por Streaming no Telecine Play!


Beijos, Rafaela L.

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