8 filmes PREMIADOS EM CANNES para ver em Streaming

O Festival de Cannes teve sua primeira edição em 1946, quando ainda era chamado de Festival International du film. Apresenta filmes selecionados para as competições oficiais e outros para as sessões paralelas não competitivas. Dentre os prêmios concedidos, a maior honraria é o Palma de Ouro (Palm d’Or), seguido do Grande Prêmio (Grand Prix) e do Prêmio do Júri ( Prix du Jury), ainda concede prêmios para Melhor Direção (Prix de la mise en scène) , Melhor Roteiro (Prix du scénario), Melhor Interpretação Feminina (Prix d'interprétation féminine) e Melhor Interpretação Masculina (Prix d'interprétation masculine). Considerado um dos principais festivais de cinema, ao longo de sua história premiou importantes obras de grandes diretores, como Pulp Fiction (Quentin Tarantino), Cléo das 5 às 7 (Agnes Varda), O pianista (Roman Polanski), Taxi Driver (Martin Scorsese), A doce vida (Federico Fellini), O sétimo selo (Ingmar Bergman), Tudo sobre minha mãe (Pedro Almodóvar), Babel (Alejandro González Iñárritu), Inside Llewyn Davis (Irmãos Coen), Infiltrado na Klan (Spike Lee) tendo entre seus premiados filmes conhecidos, vencedores do Óscar, como A vida é bela (Roberto Benigni). O Festival foi muito comentado no Brasil ano passado, quando o Prix du Jury foi dividido pelo brasileiro Bacurau e pelo francês Os Miseráveis. Também no ano de 2019, foi premiado com o Palm d’Or, o vencedor do Oscar 2020, Parasita. Para quem quiser saber mais, temos crítica dos três filmes aqui no blog. O Festival acontece todo ano na cidade de Cannes na França, no mês de maio. A edição de 2020 era para estar acontecendo agora, entre os dias 12 e 23 de maio. Inicialmente adiado para junho ou julho, está sendo estudada a possibilidade de realização por meio de outro formato. Assim, para matar a saudade e aguardar a edição do Festival deste ano, trouxemos para vocês uma listinha de filmes premiados em Cannes que se encontram disponíveis para ser assistido por streaming, esperamos que gostem! Azul é a cor mais quente (2013 - França, Bélgica e Espanha) Direção e roteiro: Abdellatif Kechiche Avaliação: IMDb: 7.7 / Metracritic: 88 Disponível: Telecine Play Prêmios: Palme d’Or, Queer Palm e FIPRESCI Prize Baseado no romance de Julie Maroh, o longa conta a história de Adéle uma adolescente tímida parte de uma família conservadora que descobre desejos e sentimentos diferentes após conhecer Emma uma jovem pintora de cabelos azuis. Um importante filme na busca de representatividade do amor homoafetivo. Com uma narração realista e uma construção visual bela e simbólica O azul é a cor mais quente é uma bela história de amor, liberdade e descobertas. Eu, Daniel Blake (2016 - Reino Unido, França e Bélgica) Direção: Ken Koach e Laura Obiols Roteiro: Paul Laverty Avaliação: IMDb: 7.9 / Metracritic: 78 Disponível: Netflix Prêmios: Palme d’Or Protagonizado por Dave Johns, o personagem central, Daniel Blake se vê em uma emaranhada de burocracias que não fazem sentido. Trabalhou com carpinteiro a vida toda, mas sofreu um ataque cardíaco que quase tirou sua vida, então precisa se recuperar e descansar por recomendação médica. Mas, no entanto, todavia, o governo não concorda, e negam o auxílio-doença. Nesse meio tempo, precisa do auxílio-desemprego, para tanto, é preciso provar que está em busca de trabalho… mesmo não podendo trabalhar. Essa situação é vivida e vista por muitos e muitos brasileiros. São muitas camadas e injustiças que nos indignam e nos faz pensar sobre esse sistema que mais parece querer dificultar o acesso das pessoas a seus direitos. Atlantique (2019 - Senegal, França e Bélgica) Direção e roteiro: Mati Diop Avaliação: IMDb: 6.7 / Metracritic: 85 Disponível: Netflix Prêmios: Grand Prix Produção Netflix, dirigido por Mati Diop, o senegalês Atlantique, parte de uma premissa que já vimos em muitos outros filmes. Sabe a história do amor proibido? Somos apresentados a personagem Ada (Mama Sane) que, por sua vez, está prometida para casar com Omar (Babacar Sylla), no entanto, ama Suleiman (Ibrahima Traore). Não se prenda a isso, o longa metragem trata de muitos outros assuntos como por exemplo: a revolta de proletários que não recebem o salário há mais de quatro meses, a partir daí, as dívidas e, ainda, a busca pelo refúgio em outros países como a única saída de escape. O estranho que nós amamos (2017 - EUA) Direção e roteiro: Sofia Coppola Avaliação: IMDb: 6.3 / Metracritic: 77 Disponível: Netflix Prêmios: Prix de la mise en scène (Direção) A nova adaptação da obra literária realizada por Sofia Coppola é extremamente sensível e esteticamente bela. Narra a história de uma casa de educação para jovens mulheres, apenas habitada por sua dona, uma tutora e cinco alunas, no sul dos Estados Unidos em meio a guerra civil. A chegada, entretanto, de um soldado do norte ferido desnuda sentimentos e desenvolve novas relações entre as pessoas envolvidas. E se no longa anterior vemos uma construção de personagens e desfecho da história um tanto quanto chauvinista, aqui, Sofia Coppola repagina a história trazendo aspectos atinentes a violência masculina e empoderamento feminino tão relevantes aos dias atuais. A árvore da vida (2011 - EUA) Direção e roteiro: Terrence Malick Avaliação: IMDb:6.8 / Metracritic: 85 Disponível: Telecine Play Prêmios: Palme d’Or No início do filme já vemos que é preciso escolher um caminho: Graça e Natureza. Um tanto quanto confuso no primeiro momento, mas se depois de assistir você pesquisar as metáforas e referências que o filme traz, as coisas ficarão claras e, sem dúvidas, você ficará mais impressionada com a obra. Conta a história dos O'Brien (Brad Pitt e Jessica Chastain) e seus três filhos, ao mesmo tempo que mostra a relação rígida do pai com os filhos, e amorosa da mãe. As coisas e sentimentos se intensificam após a morte de um dos filhos, então vemos a história sob a perspectiva de Jack, o irmão mais velho. Temos uma volta ao tempo, e muitas cenas lindas e intensas. Você nunca esteve realmente aqui (2017 - Reino Unido, EUA e França) Direção e roteiro: Lynne Ramsay Avaliação: IMDb: 6.8 / Metracritic: 84 Disponível: Telecine Play Prêmios: Prix du scénario (Roteiro) e Prix d'interprétation masculine (Joaquim Phoenix) Sabe aqueles filmes que não tem uma história tão diferente, mas a construção dessa história, a sensibilidade artística de cada escolha, torna ela única? Então, é isso que a talentosa diretora e roteirista entrega nesse longa. E de fato a atuação de Joaquim Phoenix, boa parte do filme está sensacional, como sempre a exemplo de Ela e Coringa. A história descreve o resgate de uma jovem menor de situação de abuso e violência sexual efetuada pelo contratado veterano de guerra Joe. Mas como a maioria dos filmes dessa lista no desenrolar da trama somos confrontados com muito mais do que isso. The square: A arte da discórdia (2017 - Suécia, Alemanha, Dinamarca, França e EUA) Direção e Roteiro: Ruben Östlund Avaliação: IMDb: 7.2 / Metracritic: 73 Disponível: Telecine Play Prêmios: Palme d’Or Com um humor irônico e de certa forma desconcertante, acompanhamos a jornada de Christian curador do Museu de arte moderna de Estocolmo, o qual passará por uma série de infortúnios que certamente levará a alterações na sua forma de enxergar e interagir com o mundo. A partir da arte moderna o longa usa do sarcasmo para questionar o que torna a arte, arte e qual a significação que esta possui. Assunto de família (2018 - Japão) Direção e roteiro: Hirokazu Koreeda Avaliação: IMDb: 8.0 / Metracritic: 93 Disponível: Netflix Prêmios: Palme d’Or Uma família desajustada. Um casal, uma senhora idosa, um menino e uma jovem compõem a família Shibata. Enquanto o pai ensina ao filho pequenos furtos, a avó recebe pensão do falecido marido e a mãe é a única com emprego formal. A família encontra e adota uma jovem abandonada e é a entrada da criança que transforma as relações na família. Inclusive, são nas relações entre os personagens, que nos cativa e envolve, onde reside um dos maiores méritos do filme. Com muita sensibilidade, o diretor nos mostra que o amor e afeto pode estar até em famílias nada convencionais. Beijos, Patrícia e Rafaela L.

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